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A Igreja de São Pantaleão está localizada no cruzamento entre as ruas de São Pantaleão e das Cotovias, no centro de São Luís, e é uma das igrejas mais importantes da cidade. Embora seja vulgarmente conhecida como São Pantaleão, esta igreja é originalmente consagrada a São José da cidade.

Histórico

Em 15 de junho de 1780, Pantaleão Rodrigues de Castro e Pedro da Cunha, naturais de São Luís, lançaram a pedra fundamental da igreja dedicada a São José, numa cerimônia assistida pelo padre João Duarte da Costa, governador do bispado e chantre da Catedral. Acredita-se que esta obra tenha sido paralisada em 1782, pois o mestre Pantaleão Rodrigues pediu licença para erguer uma capela na rua de Santa Rita, em homenagem ao mesmo santo.

Pedro da Cunha falece em 1789 e a obra é continuada por Pantaleão e seu filho, Manoel Rodrigues de Castro, cavaleiro da Ordem de Cristo e tenente-coronel do regimento de pedestres. A obra, ainda não concluída,2 foi doada em 14 de julho de 1793 à Santa Casa da Misericórdia, que pagou 1$280 pela escritura, para nela estabelecer a igreja e um hospital; os doadores ofereceram ainda uma imagem de São José, com a condição de que fossem sepultados na igreja, e de que o santo fosse celebrado anualmente. Não havendo espaço suficiente diante da igreja para um festejo, a Santa Casa deliberou a compra de parte do terreno em frente, que acabou doado por Gabriel Raimundo Lapemberg, seus irmãos e Bernardo Pereira de Berredo. Em 10 de maio de 1794, a Câmara Municipal cedeu um terreno com 43 braças de frente e 24 braças de lado, em frente à Rua do Passeio e aos fundos do templo, para sua ampliação. Estando a igreja em ruínas, em 5 de novembro de 1804, o padre José João Beckman e Caldas recebeu a ordem de transferir os restos mortais dos que haviam sido sepultados ali para outra igreja ou cemitério.

A igreja foi reconstruída ao longo dos anos seguintes, sendo finalmente aberta em 19 de março de 1817. Os primeiros ornamentos foram doados pelo brigadeiro José Gonçalves da Silva. Pantaleão Rodrigues faleceu antes da abertura, entretanto, teve seus restos mortais transladados para a igreja em 1830 e, em sua homenagem, a igreja é conhecida como São Pantaleão. Em sua lateral esquerda funcionou desde 1829 a roda dos expostos, destinada a acolher recém-nascidos filhos de mães solteiras que não podiam cria-los. Diversas restaurações durante os séculos XIX e XX, mantiveram a igreja em boas condições. Porém, em 1976, uma reforma mal-sucedida feita pelo padre André Koning terminou por descaracteriza-la interna e externamente. Um fato relevante na história desta igreja foi a transferência dos ossos de quem os fieis acreditavam ser uma heroína cristã, Santa Severa, em 1877.

Características

A fachada é simples e simétrica. Suas 3 janelas centrais tem balcão de ferro e as laterais, menores, são fechadas por treliças. O frontão, encimado por cruz de ferro, é contornado por cornijas e possui em seu centro um círculo em alto relevo. Possui duas torres laterais de base quadrangular, também encimadas por cruzes de ferro, uma delas com três aberturas, onde ficam os sinos, e a outra, fechada, com dois relógios. O altar consiste de uma cortina que acompanha a ábside, com uma mesa de concreto e um sacrário de metal encimado por cruz de madeira. O coro é de madeira e protegido por gradeado de ferro. As paredes internas são revestidas por azulejos industriais.

Fonte: Wikipedia

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O Convento e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo localizam-se na Praça João Lisboa, em São Luís e pertencem à Ordem dos Capuchinhos. A Igreja do Carmo, integrada ao convento é um dos templos católicos mais importantes e tradicionais da cidade. O conjunto localiza-se numa área tombada pelo IPHAN desde 1955.

História

Em 1624, chegaram a São Luís três frades da Ordem do Carmo, acompanhados do frei Cristóvão de Lisboa, que receberam uma doação de terras do governador Alexandre de Moura. O primeiro convento foi edificado num local chamado sítio de Monsieur de Pinau, posteriormente conhecido como “Carmo Velho”, onde hoje se localiza a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Rua do Egito. Pouco mais tarde, em 1627, foi construído o convento atual, onde havia uma capela dedicada a Santa Bárbara. Seu primeiro prelado teria sido frei Cristóvão de Lisboa ou frei André da Natividade. Durante a invasão holandesa (1640-1644), a igreja do Carmo foi alvo de depredações pelos invasores, que inclusive danificaram suas torres e paredões. Serviu também como quartel militar para os portugueses. Durante o conflito, os religiosos mantiveram seus trabalhos de catequese de brancos e indígenas, animando-os e estimulando-os a ofender os invasores, disponibilizando o convento como abrigo para a população pobre e permitindo o abate de seu gado na região do Itaqui para alimentar a população da cidade.

Após a expulsão dos holandeses, o convento abrigou diversos órgãos, incluindo o Corpo de Artilharia e o Corpo de Polícia. Lá funcionaram as aulas régias do ensino primário e secundário, a primeira biblioteca pública do Maranhão e a primeira sede do Liceu Maranhense, inaugurado no governo de Vicente Tomás Pires de Figueiredo Camargo. Em 27 de outubro de 1814, o convento obteve autorização para sediar aulas de ciências humanas e morais e teologia aos religiosos da ordem, além de aulas gratuitas de latim e retórica aos jovens. As aulas duraram até muito depois do período da independência. O convento foi palco de importantes acontecimentos políticos, sendo o local onde José do Patrocínio se pronunciou para a população maranhense ao ser deportado para a Amazônia pelo empastelamento de um jornal. Ali também, no contexto da adesão do Maranhão à República, o Conde D’Eu foi vaiado por estudantes do Liceu que gritavam “Morra a monarquia e viva a República!”. Com a Proclamação da República, as igrejas foram progressivamente abandonadas, o que levou à saída dos carmelitas e à aquisição do convento e da igreja do Carmo pelos capuchinhos em 1894. Os frades então continuaram a tradição de serviços religiosos e obras sociais da igreja.

Características

A igreja tem estilo predominantemente barroco, com fachada simétrica. Possui duas torres laterais de linhas simples encimadas por cruzes de ferro, e entre elas, um frontão triangular clássico, também encimado por uma cruz. No centro da fachada, há três janelas com balcão de ferro e abaixo destas, a entrada principal da igreja.

É provável que seus únicos elementos primitivos sejam a porta principal e a fachada, modificada pelo revestimento de azulejos recebido em 1866. O conjunto foi reformado em 1943, quando a escadaria frontal da igreja (visível na foto ao lado) foi substituída por um adro com duas escadas laterais e parte do lado direito do convento foi demolida, reduzindo seu número de janelas. O convento atualmente conta com dois pavimentos e no andar superior, sete janelas voltadas para o largo do Carmo. Com as reformas durante o século XX, o conjunto sofreu descaracterizações e ganhou novos espaços, como um anexo ao fundo do convento e outro à esquerda da igreja. Seu altar-mór, inclusive, não é original.

Fonte: Wikipedia