Educação

feira_livro_educacao_especial_071015_foto_fabriciocunha_123Estudantes da rede municipal têm participado ativamente da programação da 9ª Feira do Livro de São Luís (FeliS). No Espaço Criança, coordenado pela Prefeitura de São Luís por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), os estudantes participam de atividades lúdicas e de incentivo à leitura e apresentam seus próprios espetáculos, resultado de projetos desenvolvidos pelo corpo pedagógico da escola. As apresentações de estudantes da rede municipal acontecem na Ágora, dentro do Espaço Criança, e também no Teatro João do Vale.

Nesta quarta-feira (7), foram destaque os espetáculos teatrais “Os três porquinhos” e “Emília”, produzidos e apresentados por estudantes Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Antonio Vieira. O primeiro foi protagonizado pelos estudantes surdos da unidade de ensino, enquanto que o segundo teve tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O secretário municipal de Educação, Geraldo Castro Sobrinho, afirmou que o protagonismo dos estudantes com deficiência se integra à política de educação inclusiva determinada pelo prefeito Edivaldo. “Ao longo desta gestão, temos buscado efetivar os direitos das pessoas com deficiência e promover verdadeiramente a sua inclusão na sociedade. Este é um processo que começa na infância, quando os estudantes com e sem deficiência são ensinados a conviver e aprender juntos, ampliando, a partir dessa socialização, o desenvolvimento de suas habilidades”, disse Geraldo Castro.

Os espetáculos da U.E.B. Antonio Vieira foram acompanhados por professores e também pelos pais das crianças. Luthiane Leitão Correa, 35 anos, é mãe da estudante Maria Eduarda de Jesus Correa Aranha, 8 anos. Ela aplaudiu o desempenho da filha no espetáculo “Os três Porquinhos” e parabenizou a iniciativa da Prefeitura de São Luís de incluir na feira do livro um espaço de destaque para as crianças com deficiência.

“Sempre acompanho a Maria Eduarda nas atividades fora da escola e estou gostando muito da programação da Feira do Livro. A ajuda da escola e a participação dela em eventos como este foram de suma importância para o seu desenvolvimento. Ela era uma criança muito arredia, mas hoje ela se diverte e interage com seus coleguinhas”, ressaltou a mãe.

Estefane Cristine Tobias Vieira, 10 anos, é estudante do 5º ano da escola Santa Terezinha, anexo da U.E.B. Mário Andreazza. Ela considerou fantásticas todas as apresentações a que assistiu. “Fiquei surpresa. É importante, porque a gente aprende muito com eles. Eu adorei”.

SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

Os personagens de Monteiro Lobato foram os favoritos na preferência dos estudantes da rede municipal na hora das apresentações. Em uma encenação protagonizada pelos estudantes de 3 a 5 anos, a U.E.B. Moranguinho promoveu o encontro entre a personagem que dá nome à escola e a turma do Sítio do Picapau Amarelo.

A apresentação, que lotou o teatro João do Vale, é a culminância de um projeto realizado todos os anos na escola, que une a formação de jovens leitores com a conscientização acerca da preservação da natureza. No enredo montado pela própria escola, a personagem Moranguinho decide visitar o sítio porque ouviu dizer que lá é um lugar onde o ar é puro e as plantas e animais são preservados.

Para Rosinéa Nascimento Silva, gestora da escola, o maior benefício do projeto foi a aproximação das famílias do ambiente escolar. “Toda a comunidade participou, desde a etapa da contação de histórias e das rodas de conversa. As famílias nos ajudaram a ter ideias para o cenário, o figurino, vibraram e torceram pelas crianças. Esse foi o nosso maior sucesso”, comemorou a gestora.

Na U.E.B. José Gonçalves do Amaral Raposo, da comunidade de Pedrinhas, zona rural de São Luís, os estudantes da oficina de teatro realizada através do Programa Mais Educação reproduziram o episódio “Caça ao Tesouro”, também do Sítio do Picapau Amarelo. Tanto atores quanto equipe técnica do espetáculo eram alunos da escola.

“Agradecemos à gestão escolar e à Prefeitura de São Luís, através da Semed, a oportunidade de participar de um evento tão grande. Uma atividade como essa valoriza os adolescentes e dá motivação. Eles não veem a hora de poder repetir a apresentação”, disse Francisco Diego Garcez do Nascimento, professor de arte e monitor do Programa Mais Educação na U.E.B. Amaral Raposo.

Rosa Núbia Castelo Branco, professora da U.E.B. Luís Viana e que acompanhou os estudantes em visita à 9ª FeliS, destacou a variedade da programação. “Todos ficam sempre muito atentos nas apresentações, e cada dia tem uma coisa diferente.

Para muitos, é também a primeira vez no Centro Histórico, então tudo é novidade. Para nós, professores, é uma grande satisfação ver no rosto dos nossos alunos tamanha felicidade”, concluiu a professora.

 

Fonte:  Redação
Agência São Luis

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12047134_1055459077800483_2103534755992031926_nO Projeto Fala São Luís e temas ligados a conjuntura política atual deram a tônica do debate realizado, na tarde desta quarta-feira, entre o vereador Honorato Fernandes (PT) e os alunos das U.I Lúcia Chaves, na Vila Esperança.

O diretor da escola, professor Jéferson Plácido dos Santos deu início a reunião, apresentando o vereador aos alunos e falando sobre o Fala São Luís, projeto de participação popular de autoria do parlamentar. Em seguida, Honorato fez um breve balanço da trajetória política dele, pontuando o período em que foi líder do governo municipal na Câmara e como se deu a escolha dele para presidir a Comissão de Direito Humanos da Casa. Falou ainda sobre o Fala São Luís, explicando a metodologia e ressaltando a participação popular como característica essencial do projeto.

“O Fala São Luís tem como eixo central o resgate da participação popular no processo de construção política. Nosso objetivo é inserir a população nos debates, de forma a mobilizá-la em prol da defesa dos seus direitos, a partir daí utilizar do meu mandato apenas como ponte de acesso direto ao poder público, levando e cobrando as demandas apresentadas em cada comunidade ou segmento “, pontuou o vereador, que destacou ainda as atividades que vêm sendo desenvolvidas pelo Fala São Luís nos bairros da Liberdade, Vila Luizão, Coheb, regiões onde o projeto já vem se desdobrando de forma significativa.

“Graças a Deus o conceito do projeto está sendo implantado de forma eficaz nos bairros onde o Fala São Luís já conseguiu plantar raízes. Na Liberdade, região de altíssimo potencial cultural, no entanto muito estigmatizada em função da violência, vários ciclos de debates foram realizados. Em seguida, através de uma articulação com a população já mobilizada, recorremos ao executivo na busca destes direitos e hoje a comunidade já pôde testemunhar a pavimentação asfáltica de algumas vias da região, a reforma da quadra do Japão, perfuração de poços, iluminação pública, entre outras ações. Na região da Coheb Sacavém, da mesma forma. Após algumas reuniões com moradores do bairro, constatamos a necessidade urgente de recapeamento de algumas ruas, algumas há mais de 30 anos não recebiam asfalto. Em seguida, visitei o bairro com o secretário Municipal de Infraestrutura, Antônio Araújo e juntos percorremos algumas ruas da região. Após a vistoria, ficou decidido que seria feito recapeamento das vias”.

12096092_910868442332984_66369085282890595_nNo debate com os alunos, alguns temas frequentemente pautados pelo vereador Honorato também foram discutidos, como: combate a violência/trabalho infantil; redução da maioridade penal e reforma política. O diretor da escola, professor Jéferson Plácido dos Santos ressaltou a importância de inserir a juventude nesses debates e, sobretudo, de levar a discussão pra dentro do ambiente escolar.

“A vinda do vereador Honorato para a nossa escola para tratar de questões que dizem respeito a nossa política só casa com o trabalho de politização que a gente já vêm desenvolvendo com os alunos. Nosso objetivo é trabalhar a criticidade através dos conteúdos, politizando estes jovens, para que eles venham se empoderar na busca dos seus direitos. O projeto político pedagógico da escola é trabalhado na perspectiva dos direitos humanos, por isso nós nos encontramos quando ouvimos falar do Fala São luís, uma vez que o projeto trabalha com a mesma linha de pensamento adotada pela escola. E agora a gente vai conseguir transpor os muros da escola, pois a semente plantada aqui vai reproduzir. Acreditamos que através desse programa as discussões realizadas aqui vão chegar às casas, fazendo com que a família venha mais a escola e participe de forma mais intensa desse processo”, afirmou o diretor.

Presente no debate, Welliton Meireles, morador da Vila Esperança, que cursa o terceiro ano do ensino médio na U.I Lúcia Chaves, avaliou como positiva a iniciativa do vereador de levar para o âmbito escolar discussões deste caráter.

“Achei a iniciativa do vereador bastante interessante, pois a população é carente desse diálogo com os nossos representantes, que muitas vezes vêm a comunidade e fazem milhões de promessas, mas depois da eleição somem. A estratégia adotada pelo vereador de se aproximar do povo e ouvi-lo é muito importante não só para os alunos da escola, mas para toda a comunidade da Vila Esperança, pois essa aproximação significa ao mesmo tempo um acesso mais direto às secretarias, consequentemente, com o poder público”, destacou o aluno Welliton Meireles.

Ao final da reunião ficou acordado que os alunos se organizariam em grupos para aplicar o questionário do Projeto Fala São Luís na comunidade. O objetivo é fazer um levantamento das demandas mais urgentes da região. Aplicados os questionários, outros encontros serão realizados, no intuito de discutir as demandas constatadas no levantamento. Já o vereador Honorato, se comprometeu a realizar um trabalho articulado com os alunos e os gestores da escola em prol da reforma da Praça Marly Sarney, localizada em frente à escola, demanda apresentada pelos alunos durante o debate.

 

 

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Seguindo determinação do PNE, governo apresenta proposta de lições essenciais aos quais todos os estudantes têm direito

novo sistema de educação

Para definir os objetivos da aprendizagem na educação pública, o ministério da Educação apresentou na última semana a proposta preliminar para discussão da Base Nacional Comum Curricular de ensino. O documento vai reformular e determinar o currículo mínimo para todos os alunos das escolas de educação básica do Brasil.

Por isso, entre 25 de setembro e 15 de dezembro, o governo irá receber contribuições para este novo currículo, já disponível para consulta pública. A proposta final deverá ser entregue até abril ao Conselho Nacional de Educação.

A proposta foi desenvolvida por determinação do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece metas, diretrizes e estratégias para a educação brasileira. A ideia, segundo o secretário de Educação Básica do MEC, Manuel Palácios, é “que sejam especificados, por ano e por componente curricular, os objetivos de aprendizagem do governo federal”.

Na prática, a Base Nacional apresenta os conteúdos mínimos a serem vistos em sala de aula para as áreas de linguagem, matemática, ciências da natureza e ciências humanas em cada etapa escolar do estudante.

Segundo o documento preliminar, o currículo terá 60% de conteúdos comuns para a Educação Básica do ensino público e do privado. Os 40% restantes serão determinados regionalmente, considerando as escolhas de cada sistema educacional.

No entendimento de Palácios, o novo currículo vai se alinhar com avaliações nacionais, como a Prova Brasil e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O que é a Base Nacional Comum de ensino?

A Base Nacional Comum Curricular vai funcionar como uma cartilha para determinar o que todos os estudantes brasileiros têm direito e devem aprender durante o ensino público.

Como era antes?

Segundo o Secretário de Educação Básica, Manuel Palácios, o Brasil não tinha uma norma curricular comum a todos os estados e muitos currículos só foram elaborados recentemente.

As mudanças vão valer para quem?

Após a entrega da proposta final, a base curricular vai determinar um currículo mínimo para todos os alunos das 190 mil escolas de educação básica do País, públicas e particulares.

Em que áreas do aprendizado ela será aplicada?

A Base Nacional Comum vai esclarecer quais são os elementos fundamentais que precisam ser ensinados nas áreas da Matemática, das Linguagens e das Ciências da Natureza e Humanas.

Mas como ficam as diferenças regionais no ensino?

Apesar da proposta definir cerca de 60% do conteúdo escolar, os mais de 2 milhões de professores continuarão podendo escolher os melhores caminhos de como ensinar e, também, quais outros elementos precisam ser somados nesse processo de aprendizagem e desenvolvimento de seus alunos. Tudo isso respeitando a diversidade, as particularidades e os contextos de onde estão.

Na prática, uma parte do currículo será comum a todas as escolas; outra, regionalizada, deve ser construída em diálogo com a primeira e de acordo não apenas com a cultura local, mas também com a realidade de cada escola.

Quem está participando da elaboração da proposta?

Na atual fase, a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação conta com um Comitê de Assessores que trabalha na produção de uma proposta preliminar. Temos o apoio de uma comissão de 116 especialistas, de 35 universidades e professores da Educação Básica organizados em comissões por área/componente curricular/etapa da educação básica.

Quem pode contribuir?

Todos os brasileiros podem contribuir com o debate sobre a Base Nacional Comum. Isso pode ser feito por meio da plataforma digital criado pelo MEC. Confira aqui

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Educação, Agência Brasil Base Nacional Comum

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montagem_feira_livro_praia_grande_220915_fotobaeta9A Prefeitura de São Luís já iniciou o trabalho de montagem da estrutura que vai receber as atividades da 9ª Feira do Livro de São Luís (Felis), que acontecerá no período de 2 a 11 de outubro. O evento, que faz parte da política cultural da gestão Edivaldo, ocupará as ruas, praças e espaços culturais do Centro Histórico. Com o tema “Cidade livre, cidade do livro”, o maior evento literário do Maranhão deve receber a visitação de mais de 200 mil pessoas, sendo na sua maioria estudantes.

“Com a realização do evento neste espaço, a gente possibilita ao visitante se apropriar do que temos de belo aqui, deste teatro a céu aberto que é o Centro Histórico. Neste espaço, ele tem um universo de possibilidades”, destacou a coordenadora do evento, Rita Oliveira, da Fundação Municipal de Cultura (Func).
Nas praças, ruas e becos onde não estão sendo montadas estruturas de stands e auditórios serão usados os casarões, segundo informou a coordenadora. “Toda a área do Centro Histórico, uma média de dois mil metros quadrados, está sendo utilizada para a feira”, enfatizou.

Em toda a extensão da rua Trapiche estão sendo montados stands para livreiros, que ocuparão ainda o estacionamento da praça da Casa do Maranhão. Nessa praça, estarão ainda os stands institucionais e os espaços de leitura da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Na tarde desta terça-feira (22), os operários trabalhavam na montagem das tendas e do tablado para nivelamento do terreno e dos stands.

As ações infantis irão acontecer na Praça da Criança, com atividades da Secretaria Municipal da Educação (Semed), e na praça Nauro Machado onde serão realizadas ações do Sesc, parceiro da Prefeitura no evento, assim como a Vale, Fiema e secretarias de Estado, a exemplo da Secretaria de Educação e da Ciência e Tecnologia.

Na praça da Faustina vão acontecer ações do projeto Rima Viva, que é o espaço de cordel. Ainda será utilizado para atividades o prédio do curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), a Escola de Música Lilah Lisboa, cujo espaço será usado para dramaturgia. Também serão utilizadas salas do prédio do Centro de Capacitação Tecnológica da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia para palestras, oficinas e rodas de conversa.

“O nosso maior espaço é o Centro de Criatividade Odylo Costa, Filho onde vão estar o Café Literário, o Cine Felis e o Teatro Felis. Ainda teremos também o aparato da Casa do Maranhão, onde acontecerá a cerimônia de abertura na noite do dia 2”, revelou Rita Oliveira. Na Casa do Maranhão também serão montadas exposições da Seduc, Semed, de escolas particulares e instituições parceiras do evento, segundo informou a coordenadora.

As exposições permanentes, que já existem dentro Casa do Maranhão, também serão espaços de visitação dos participantes da feira, assim com todos os equipamentos culturais que estão no entorno como Casa do Nhozinho e o Museu de Artes Visuais.

Este ano o evento conta com parceria do governo do Estado, que participa de toda as atividades artísticas e culturais, além de garantir a visitação dos alunos da rede estadual com translado para a feira. “Antes só o município trazia os seus alunos e as atividades eram voltadas para esse público”, lembrou a coordenadora do evento.

PARTICIPAÇÃO DE ESCRITORES
Foram convidados a participar da Felis deste ano escritores como o teólogo Leonardo Boff, Marcelo Yuka, Antônio Cicero e o escritor indígena Daniel Munduruku. A patrona será a historiadora, professora universitária e escritora Lourdinha Lacroix e as homenageadas Raimunda Frazão (poeta e cordelista), Mairy Ferreira (professora universitária e bibliotecária), Alberico Carneiro (jornalista) e Mário Meireles (in memoriam). Nas palestras estão sendo abordados temas ligados à juventude, à questão da acessibilidade e sobre a questão da etnia.

A 9ª Feira do Livro de São Luís será realizada pela Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func) e Secretaria Municipal de Educação (Semed), em parceria com o governo do Estado do Maranhão, por meio da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), correalizada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) e Associação dos Livreiros do Estado do Maranhão (Alem), e apoio de instituições públicas e privadas.

 

Fonte: Redação
Agência São Luis