O solar que abriga o Museu Histórico e Artístico do Maranhão constitui uma das principais atrações turísticas do Estado. Sua edificação data de 1836 e nele residiram três famílias representantes da elite local: a do major Ignácio Gomes de Souza, pai de uma dos nossos maiores intelectuais, o Souzinha; a de Alexandre Colares Moreira, atuante na política do Estado e a de José Francisco Jorge, grande industrial têxtil do Maranhão.

O major Ignácio Gomes de Souza residiu no solar até 1857, quando este foi vendido para a família Colares Moreira. Em 1918, o solar passou a pertencer à família de José Francisco Jorge, que nele permaneceu até 1967, quando o governo do Estado representado por José Sarney o comprou com o propósito de ali ser instalado o Museu Histórico e Artístico do Maranhão/MHAM.

O solar destaca-se pela beleza de sua arquitetura colonial, rica em todos os traços: do chão revestido de seixos de rios aos sofisticados lustres, das sacadas de pedra que remetem a impressionante vista do belo jardim da casa.

Quem entra no Museu Histórico e Artístico do Maranhão tem a sensação de que uma época foi cristalizada no tempo. Enfim, a cada parede, cada canto, cada corredor abriga um pedaço da memória sócio cultural de diferentes épocas e a atual concepção museológica o coloca em pé de igualdade com os melhores museus do país.

Teatro Apolônia Pinto

Dentro dos muitos espaços do solar Gomes de Sousa, uma sala é especial, o teatro Apolônia Pinto estes espaços eram construídos para servirem de ponto de encontro dos artistas que estavam surgindo nesta primeira metade do século XIX. A existência deste teatro particular, onde deveriam ser realizados os saraus familiares, constitui-se interessante reminiscência da vida senhorial e cultural dos grandes solares de São Luis no século XIX.

Quando o solar foi transformado em museu, este espaço foi utilizado como auditório. Em 1998, ocasião em que o MHAM, passou por uma grande reforma, o mesmo recebeu o nome de Teatro “Apolônia Pinto”, em homenagem à 1ª dama do teatro maranhense, célebre atriz, nascida em São Luis.

O Teatro Apolônia Pinto, tem oitenta e dois lugares, (sendo cinqüenta e sete acentos e vinte cinco extras), em um espaço que mede 17,50M X 5M m sendo que 5,90m X 5M dessa metragem é de palco, possui sistema de som e climatização, dispõe de dois camarins, e é utilizado para apresentações musicais, teatro, dança e projeção de vídeos e filmes, além de encontros e palestras.

A tradição nos diz que os ilustres maranhenses, Artur Azevedo (1855-1908) e Aluísio Azevedo (1857-1913) quando jovens teriam utilizado o pequeno teatro da casa para leituras e ensaios de seus trabalhos.

Galeria Floriano Teixeira

Localizada no Jardim do Museu de Arte Sacra, a galeria foi inaugurada em 24 de junho de 1999, em homenagem ao grande artista plástico maranhense Floriano Teixeira conhecido internacionalmente pelo seu rico trabalho inspirado nos temas folclóricos e religiosos do Maranhão; sendo considerado um dos pintores mais conceituados do Nordeste.

A galeria é climatizada e com excelente estrutura, tendo por objetivo receber exposições de curta duração de artistas plásticos maranhenses e de todo o país, bem como internacional contribuindo assim para divulgar as artes visuais no Maranhão. Aberta ao público de terça a domingo no horário das 9h ás 17h30.

O Jardim do MHAM

O jardim contíguo que liga o solar Gomes de Sousa ao palacete do Barão de Grajaú é composto de um andar superior e um inferior com pisos revestidos de seixos de rio.

No jardim inferior existem oito postes de ferro que pertenceram à companhia de gás do Maranhão do final do século XVII e inicio do século XIX(1863 a 1918), três estatua de terracota inglesa vermelha representando os deuses da mitologia romana (Deusa Minerva da sabedoria, Deusa Ceres da Agricultura, Deus Mercúrio do Comércio), procedentes da fábrica de fiação e tecidos do rio anil, um chafariz de ferro francês, os canhões de ferro do forte São Luis do século XVII, além de alguns bustos de personalidades que fazem parte do Pantheon Maranhense, que agora dão requinte e beleza aos jardins do museu histórico.

No jardim superior encontra-se o sobrado do Barão de Grajaú, personalidade de grande influencia na política do Estado no século XIX, a galeria Floriano Teixeira em homenagem ao grande artista plástico maranhense, que é utilizada para exposições de curta duração, e uma linda área livre arborizada que é utilizada para a realização de eventos do museu e de outras instituições ou pessoas que se interessam pelo espaço.

Fonte: visitesaoluis.com